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Crítica: Death Note – Netflix

Colunas, Crítica, Filmes, Netflix

O tão aguardado filme do Netflix que fez alvoroço nas redes sociais, mas não teve a mesma recepção após ser lançado.

 

O filme teve uma repercussão tão grande nas redes sociais, com uma campanha e tanta feita pelo Netflix, que deixou a galera toda falando e aguardando a estreia ansiosamente. Quando finalmente o filme entrou para o catálogo do Netflix… Decepção. Essa é a palavra que resume o sentimento dessa galera toda que aguardou a estreia desse filme, principalmente para os fãs do anime, afinal, para quem não sabe, esse filme é uma releitura de um mangá japonês que tem muitos fãs da história. Mas até aí tudo bem. O que o pessoal não esperava era uma releitura tão americanizada, que tirou toda a essência da história original.

 

É como o caso de “A Torre Negra” que tem uma crítica aqui no site  relatando mais ou menos isso, uma releitura de uma história que já tem muitos fãs, mas ao passar pelas mãos de vários estúdios, diretores, roteiristas e produtores diferentes, acabou pecando na sua produção final.

 

O que se passa em Death Note é que os fãs do mangá e do anime esperavam um história diferente, mas como o filme produzido pela Netflix teve o contexto americanizado, de forma que atraia o público maior, fora do mundo de animes, eles alteram muito o contexto geral da história original.

O fato é que “viajaram” no filme, houve cenas em que até soltei risadas, de tão sem noção que estava. E olha que não sou um dos fãs do anime ou do mangá de Death Note. Mas sou muito fã de uma produção coerente com início, meio e fim.

 

Há cenas completamente sem nexo, sem explicação para tal. E também tem os atores, que parecem ter se esforçado muito para fazer dar certo, mas o roteiro não ajuda. Essa ideia de romantizar uma história que não tem romance, já é estratégia velha de guerra dos filmes hollywoodianos, até ai tudo bem. Mas colocar a garota como um ser humano macabro que simplesmente “cai de paraquedas” na história.

Sem contar nos erros ao longo do filme a respeito das regras do caderno, que são constantemente “quebradas”. E a gente fica tipo: “Uai, mas isso é contra as regras do caderno”. E o filme vai se perdendo no seu próprio enredo.

 

Enfim, é mais um filme infanto-juvenil, assim como foi dito sobre A Torre Negra. Não tenho muito o que dizer sobre esse filme além de que perdi preciosas 2hs do meu tempo. Eu podia ter assistido mais um episódio de qualquer seriado, já seria mais gratificante.

 

Produção, por favor, parem de estragar as histórias com suas releituras.

 

 

Texto por Mayara Scalon









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