Arlequina em Aves de Rapina
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Arlequina em Aves de Rapina: uma metáfora imperfeita

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Arlequina em Aves de Rapina: uma metáfora imperfeita

“Eu não era a única mulher buscando emancipação”. (Arlequina, 2020)

O novo filme da vilã mais queridinha da DC Comics, “Aves de rapina: Arlequina e sua emancipação fabulosa” (2020), pode ser visto de vários pontos de vista, mas principalmente, o feminino. O longa fala sobre sororidade, sobre dependência emocional, sobre personalidade, sobre transformação pessoal, empatia, superação, motivação etc. O filme diz ser uma “continuação” de Esquadrão Suicida (2016) ou pelo ou menos da história de amor de Arlequina (Margot Robie) com o vilão mais icônico de Gothan.

História de amor sim, amor próprio. Arlequina é o tipo de personagem que representa grande parte da sociedade. Para lá dos quadrinhos, a vida real de muitas mulheres mistura-se com a da Arlequina, uma mulher com uma história de vida difícil e conturbada, talvez rodeada pela desestruturação familiar, falta de carinho, amor e atenção, que encontra no outro (aparentemente mais forte, decidido, ousado, interessante) uma saída para os seus problemas, e é assim, que nasce a dependência emocional.

A dependência emocional nada mais é que a supressão de desejos e anseios em detrimento dos desejos alheios, é o sentimento de inferioridade em relação ao outro, e também um estado de conforto em relação a certos benefícios que esse outro pode oferecer. Eis, Arlequina e Coringa, uma relação abusiva, de dominância emocional.

Emancipação = novo início

Arlequina em Aves de Rapina

Quando a Arlequina decide por um fim, aliás, uma vírgula na sua história de vida (pois uma história de amor não bem sucedida não pode ser motivo para o fim de uma vida), ela começa seu processo de emancipação. Sua história inicia um novo ciclo onde ela continua com as suas imperfeições, sua essência, sua personalidade, mas fazendo escolhas diferentes.

A autoestima da Arlequina muda totalmente, ela não é mais submissa, mas aprende a ser empática à sua maneira, pronta para ajudar, principalmente as suas novas companheiras de viagem nessa jornada de auto-descoberta,
todas ávidas pela liberdade, pela emancipação emocional, profissional etc. Caçadora (Mary Winstead), Renee Montoya (Rosie Perez), Canário Negro (Jumee Smollett-Bell), Cassandra Cain (Ella Jay Basco) e Arlequina formam o
mais novo esquadrão suicida, ou melhor, as aves de rapina, cada uma com uma habilidade diferente, muita força e muita vontade de ser diferente da massa.

A emancipação começa então quando a protagonista e narradora da sua própria história aceita quem ela é e não tenta ser diferente, mas tenta fazer as coisas de forma diferente. Segundo ela mesmo diz, “eu queria um novo começo”, e quando ele decide buscar e agir em prol desse novo início ele acontece. A emancipação acontece primeiro dentro da mente, mas depois ela precisa sair fora dos muros mentais e tomar corpo.

“Eu queria um novo início”

Enfim, Aves de rapina é um filme atemporal, de personagens imperfeitas igual qualquer ser humano não idealizado. Dinâmico, dicotômico, que ora é sombrio, ora é claro, ora é divertido, ora é dramático. O bom humor presente no filme é um dos pontos mais interessantes do filme. E para quem pensa que filme de mulher não tem ação, pelo contrário, o filme é pura adrenalina, cheio de ação, sem cena clichê, longe de ser melodramático, e nada previsível, e até inovador, tem até startup e empreendedorismo.

Ah, ainda há um áudio final da Arlequina (estilo cena pós-crédito) meio dúbio mencionando um segredinho do Batman, que não sabemos se pode ser uma deixa para um próximo filme ou mais um motivo para uma queixa contra ela, da nossa parte, claro, para nos irritar e ela continuar mantendo a sua fama de palhacinha. Ah, e cá entre nós, você também ficou com vontade de saborear o pão com ovo preferido da nossa mais nova digital influencer? Não esquece de me contar o que você mais gostou do filme nos comentários. Até a próxima!

 

Por Michele Souza

 

 


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