Consumo com Becky Bloom
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Consumo: O que um filme pode ensinar sobre preço e valor?

Colunas

O que é preço? E o que é valor? O que é preço e valor para uma sociedade pós-moderna? E o que um filme pode ensinar sobre preço e valor?

 

Se o preço é uma forma de monetizar algo, já o valor é sobre a qualidade que a experiência desse algo pode produzir para alguém. Nem tudo que tem preço tem valor. Mas tudo que tem valor, será que tem um preço? Neste sentido, é necessário parar para refletir acerca de assuntos como esse e para isso, escolhi “Os delírios de consumo de Becky Bloom” (2009), um filme do diretor australiano P. J. Hogan.

Rebecca Bloomwood (Isla Fisher) ou Becky Bloom (para os íntimos) é a protagonista do filme. Ela é uma nova yorkina (que diz que fala finlandês) que adora fazer três coisas na vida, comprar, comprar e comprar.

Comprar não é o problema. O problema é comprar compulsivamente e depois não ter dinheiro para pagar. E esta é a história de Becky, que construiu um império da moda em casa e uma dívida enorme.

Como toda garota guarda um sonho de adolescência, o de Becky é se tornar colunista de moda de sua revista preferida. Entretanto, ela consegue trabalho numa revista sobre finanças.

 

É neste momento que começa o dilema de Rebecca, que precisa do emprego mesmo não sendo o emprego dos sonhos. Precisa do dinheiro. Precisa parar de gastar para conseguir pagar a sua dívida. Precisa aprender tudo na prática e também na teoria, já que agora ela é colunista financeira.

E é neste emprego que ela conhece o homem dos seus sonhos, que dá uma chance para ela na revista e com o tempo vai apaixonando-se também por ela.

 

Motivada por amigos, ela começa a frequentar um grupo anônimo que tenta se libertar da compulsividade de comprar sem necessidade. Enquanto ela frequenta o grupo, seu credor a persegue incansavelmente para lhe cobrar a sua dívida. E ao invés de contar sobre isso, ela prefere esconder e contar um monte de mentiras.

Quando parece que ela vai resistir a mais uma compra, Becky fica sabendo de mais uma liquidação e vai novamente às compras. E consegue até fazer uma permuta com uma mulher deixando-a levar seu vestido de madrinha do casamento de sua melhor amiga, que fica furiosa ao saber que ela foi capaz de abrir mão do vestido que ela entraria na igreja.

 

Rebecca agora precisa reconquistar a amizade de sua amiga, o amor da sua vida, que ela perde com as suas mentiras, além de pagar uma dívida com juros e correção monetária. Um leilão de suas coisas é a solução. E ela leiloa tudo, até uma famosa echarpe verde, que uma manequim de vitrine a convence a comprar.

 

Ela parece entender agora que as peças que ela tem não passam de coisas, objetos que tem apenas preço monetário, e que mais importante do que ter coisas, é ter pessoas importantes ao seu lado. Ela compreende o valor da amizade, do amor, da consciência limpa, da paz de espírito, coisas que realmente tem valor e o dinheiro não compra.

 

Por Michele Souza









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