O Amor em Tempos Líquidos
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O Amor em Tempos Líquidos

Colunas, Notícia

Histórias de amor são histórias peculiares. E não é de hoje que o cinema registra essas histórias. Contraditórias, românticas, trágicas, compradas, felizes, turbulentas, engraçadas, heroicas, isto é, histórias. E para ilustrar o “vale a pena assistir de novo” de hoje, vamos relembrar d’O grande Gatsby.

 

Lançado em 2013, o filme é um melodrama norte-americano baseado na obra literária de Fitzgerald, escrita em 1925. Mas o que é mesmo um melodrama? Uma história dramática geralmente acompanhada de uma representação musical, ora beirando o exagero, ora tentando levar o telespectador a sentir o drama e a tristeza das situações apresentadas, formam a trama desse gênero.

Dirigido por Baz Luhrmann, o longa-metragem conta a história de um amor que tem tudo para ser impossível e o é. A trama acontece em 1922, em Nova York, em torno de um amor separado no tempo por cinco longos anos. Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) é apaixonado por uma moça chamada Daisy, que é prima de Nick Carraway (Tobey Maguire), o mais novo vizinho de Gastby.

 

Gatsby - Leonardo DiCaprio
Gatsby – Leonardo DiCaprio

 

Daisy, antigo affair de Gabsby, agora é esposa de Tom Buchanan. Um casamento que aconteceu por interesses maiores (vulgo, money) e às pressas, contra a vontade da bela moça. Mas após cinco anos sem vê-la, Gatsby quer encontrá-la e pede isso ao seu primo, que providencie esse encontro.

Gatsby, por sua vez, é um cara misterioso e cativante. Ele envolve Nick em suas festas luxuosas, suas fraudes nos negócios, no mundo do dinheiro, de amores interesseiros, relações líquidas (Bauman). Mas Nick tira algumas lições de todas as histórias vividas ao lado de Gatsby e escreve uma grande história sobre um amor impossível, cheia de sonhos é tragédias.

 

Enfim, sem muito spoiler, o filme é uma ótima opção para refletir sobre a pós-modernidade líquida nas relações humanas. O que vale mais? O amor sem dinheiro? Ou o dinheiro sem o amor? Um tema já muito discutido por Jane Austin em sua obra, que rendeu vários filmes sobre relacionamentos movidos por interesses financeiros, aparência versus essência, patriarcalismo, repressão, padrões estabelecidos pela sociedade, status quo da burguesia.

Mas como histórias de amor são peculiares, tudo pode ter um recomeço. E “com a luz e as grandes explosões de folhas que crescem nas árvores, assim como as coisas crescem rápido nos filmes, eu tinha a convicção familiar de que a vida estava recomeçando com o verão” (Fitzgerald).

E você, acredita em recomeços?

 

Por Michele Souza

 









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