Vidro
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Vidro: entre o real e o imaginário

Colunas, Notícia

Um dos lançamentos cinematográficos do início de 2019 é Vidro (original em inglês Glass). A estreia do filme foi aguardada por fãs de todo o mundo, pois encerra a trilogia que teve início em 2000 com o filme Corpo Fechado. Alguns intitularam o filme como Fragmentado 2, pois, em certa medida, é uma continuação do filme de 2016, Fragmentado, estrelado por James McAvoy.

O filme funciona como um grande quebra-cabeças. As últimas peças se encaixam para contar a história de Elijah ou Sr. Vidro (interpretado por Samuel L. Jackson).

Caro leitor, para que você compreenda o enredo da narrativa, sugiro que você assista aos filmes antecessores. Fragmentado não tinha esse pré-requisito, mas Vidro tem. Há muitos fragmentos que só podem ser compreendidos após a recuperação de cenas e episódios.

Se quiser começar a montar o quebra-cabeças, não perca tempo, corra, acesse a Netflix e veja Bruce Willis interpretar o Vigilante Verde (Davi) em Corpo Fechado.

 

Elementos do fantástico

Elementos da narrativa fantástica estão presentes em Vidro. Dentre eles, o que mais se destaca é a atmosfera ilógica e absurda que fica evidente com a prisão da dupla Davi (Bruce Willis) e Kevin (James McAvoy) e os consequentes estudos das Dra. Ellie Staple (Sara Paulson), também direcionados a um antigo paciente da clínica psiquiátrica, Elijah (Samuel L. Jackson).

Dra. Ellie tenta convencê-los que seus superpoderes são fruto da imaginação, causados por traumas ou distúrbios. Apenas a supermente de Elijah não é afetada pelo tratamento da doutora. Apesar da condição rara que carrega desde a infância (ossos de vidro), Elijah acredita em super-heróis, em HQs, e na sua capacidade intelectual que produz homens super-hablidosos.

Neste ponto da narrativa, o espectador começa, também, a duvidar das capacidades e super-potências desses personagens. Antes eram considerados indestrutíveis, inabaláveis, uma possível ameaça a humanidade.

Tal qual em um conto fantástico transitamos entre o que é real e o que é imaginário. Há lucidez nos atos praticados ou são ações de mentes doentes? Nem os personagens nem os espectadores são capazes de responder com precisão. Lembra-nos os contos do célebre autor americano Edgar Allan Poe, intrigam o leitor que não pode diferenciar realidade de fantasia.

Ao desenrolar da história, novamente, o espectador fica em dúvida. Ora os elementos comprovam as capacidades físicas e mentais dos personagens ora validam a teoria da Dra. Ellie, que coloca em cheque a existência de Davi, Kevin e Elijah, as experiências vividas por eles e a construção das identidades.

 

Vidro: entre o real e o imaginário

O retorno da Horda

Neste cenário de desconfiança, as 24 personalidades de Kevin (sofre com Transtorno Dissociativo de Identidade – TDI) começam a duvidar do surgimento da Fera – identidade mais poderosa, possuidora de capacidade super-humana e com a missão de proteger Kevin. A líder da horda, Patrícia, também tem momentos de abalo em sua crença.

Entra em cena o Sr. Vidro. Criador de super-heróis e de vilões, capaz de trazer para a realidade o que está na ficção, nos HQs. Ele reestabelece a confiança da horda e recupera a convicção de Patrícia. A Fera e o Sr. Vidro vão tentar provar a capacidade dos super-humanos e sua existência. É o momento de solucionar a questão.

 

E você? Acredita no real ou no imaginário? Ou ainda está em dúvidas?

 

 

Por Tálita Borges

 

 


Saiba Mais sobre Vidro:

 

Para saber mais sobre o filme, Clique aqui.

 

 


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