A mula - Clint Eastwood
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A Mula – Clint Eastwood

Colunas, Notícia

Clint Eastwood parece não saber quando parar, e se engana quem faz juízo do visual decrépito do ator e diretor. Visivelmente alquebrado pelos quase 90 anos de vida, o ator nos presenteia com uma atuação ainda digna e convincente, onde interpreta um idoso com dificuldades financeiras, que aceita trabalhar para traficantes de drogas, transportando cargas de narcóticos pelas estradas norte americanas. Com um prenúncio de drama familiar, a história de Earl Stone (Clint Eastwood) é contada em três linhas principais de roteiro, primeiramente mostrando o veterano de guerra que cultiva flores, e é indiferente as relações familiares, o núcleo policial que trabalha para capturar o inusitado traficante, e os dramas familiares cultivados pelo divórcio e ausência parental.

Só essa premissa já projeta um enredo interessante, mas ao longo da história, o peso das escolhas de Earl, vai colocá-lo em situações conflitantes, o que nos faz mergulhar em uma espécie de reflexão sobre o que de fato importa ao longo da vida.

Com quase 90 anos Eastwood não esconde suas marcas, rugas e visual decadente, é difícil não associarmos a figura do ancião rabugento, indiferente e mal humorado que frequentemente encontramos por aí. E aos poucos o personagem começa a entender que suas ações precisam ser reparadas, contudo, a solução mais viável encontrada seria de apelo financeiro, o que faz com que nosso veterano se aventure de maneira tranquila e despretensiosa no mundo do crime.

A mula - Clint Eastwood

Submundo do crime

Com um elenco considerável, que traz Bradley Cooper, Lawrence Fishburne e Michael Penã como policiais, Diane Wiest como a ex-esposa, e Andy Garcia como o chefe de cartel o filme entrelaça bem as narrativas, e ao longo de bem sucedidas viagens em suas entregas, Earl começa a utilizar suas recompensas para agradar aqueles que ao longo da vida ele afastou, em contrapartida o cartel descobre um grande potencial no êxito logístico de um octogenário que dirige tranquilo e acima de qualquer suspeita, aumentando a quantidade e o valor da carga transportada, o que coloca Earl cada vez mais envolvido com o submundo do crime.

A trama se mantém equilibrada, com um ritmo cadencial, sem abusar do suspense ou ação desmedida, não obstante fosse condizente com os desdobramentos do filme, sobretudo no terceiro ato. Porém um desfecho mórbido e melancólico entrega o verdadeiro sentido dessa obra (fato esse que me reservo em não expor) uma lição sobre superação, redenção e resgate das relações familiares. Assim o filme desnuda um pouco de nossas fraquezas e falhas, de maneira conflitante e temerosa, não por acaso, mas porque quando se trata da trajetória do diretor Clint Eastwood, isso sempre fica muito evidente.

Ele não precisava nos provar mais nada, afinal, com mais de 60 anos de carreira como ator e diretor e tendo nos agraciado com obras primas como, Os Imperdoáveis, Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro, o diretor pode com louvor enquadrar mais esse trabalho, junto a muitos outros que tanto nos emocionaram até aqui.

 

Por Ricardo França

 


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    Um registro em “A Mula – Clint Eastwood

    1. is a 2018 American crime drama film produced and directed by Clint Eastwood, who also plays the lead role. The screenplay, by Nick Schenk, is based on

      Traduzindo…
      é um filme de drama criminal Americano de 2018 produzido e dirigido por Clint Eastwood, que também desempenha o papel principal. O roteiro, de Nick Schenk, é baseado em

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