John Coffey: dom ou castigo?
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John Coffey: dom ou castigo?

Colunas, Notícia

Algumas vezes, a Netflix nos brinda com gratos acréscimos ao seu catálogo. Imagine, caro leitor, minha surpresa ao descobrir que recentemente a plataforma de streaming acrescentou à sua lista o longa À espera de um milagre. Aproveite o feriadão para atualizar sua bagagem de clássicos cinematográficos, este é de 1999.

 

À espera de um milagre é baseado na obra de Stephen King. The green mile, título original em inglês, é uma narrativa conduzida pelo flashback, que é um recurso que consiste em voltar no tempo. Que tal dar uma atenção especial as cenas iniciais para entender o desfecho?

Paul Edgecomb (interpretado por Tom Hanks e Dabbs Greer, jovem e velho respectivamente) narra fatos que ocorreram no ano de 1935, período em que foi responsável pela chefia do corredor da morte no Estado da Lousiana.

 

John Coffey: dom ou castigo?

Milha verde

A última milha para condenados à cadeira elétrica. Aos guardas, incluindo Paul Egdecomb, cabe um exercício de empatia por quem aguarda o dia da execução. No entanto, Percy Wetmore (Doug Huchison) não compartilha do mesmo sentimento dos colegas, age como um idiota, desleixado, acobertado por um pistolão.

A rotina da milha verde é afetada com a chegada de um condenado atípico, John Coffey (Michael Clarke Duncan). Apesar da aparência assustadora, Coffey é um gigante de bom coração, não representa o esteriótipo de um culpado de crime hediondo. Em contra partida, Wild Bill (Sam Rockwell) representa toda a face negativa do ser humano.

Até um condenado tem o direito de ser tratado com dignidade, essa é a filosofia da milha verde. Tal premissa permite aos guardas conhecerem a verdadeira natureza de John Coffey.

 

John Coffey: dom ou castigo?

Bênção ou maldição?

“Desculpe pelo que sou”, a frase emblemática de Coffey nos leva a refletir sobre o valor do tempo. O dom de cura do grandão é também sua maldição. O tempo na narrativa é tratado de maneira subjetiva. Para alguns é preciso superá-lo, para outros é a última esperança.

Para o poeta Mário Quintana, tempo é vida, “vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa… nunca deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo… a única falta que terá será a desse tempo.”. John Coffey rompe a estrutura do tempo ao concedê-lo as pessoas que merecem. É seu dom e seu castigo, pois não pode estender o tempo para si mesmo. O milagre não é para ele.

A lição de Coffey é carpe diem (do latim, aproveite o momento). Afinal, todos nós estamos andando em nossa própria milha verde, às vezes, ela parece bem longa, com muitas pedras pelo caminho, mas em ocasiões especiais esbarramos com Coffey ou Paul.

 

Pense sobre isso e conte-me: como está seu carpe diem?

 

 

Por Tálita Borges

 

 

 


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