BLOODSHOT – Ação Genérica Carregada De Clichês
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BLOODSHOT – Ação Genérica Carregada De Clichês

Colunas, Notícia

BLOODSHOT – Ação Genérica Carregada De Clichês

Pouco antes do mundo parar em função da pandemia de coronavírus, um dos últimos filmes a serem lançados foi uma ousada e preguiçosa aposta da Sony, ousada pois pretendia alçar a Valiant Comics, como a mais nova editora de histórias em quadrinhos, com possíveis personagens adaptáveis ao cinema, a editora tem vários títulos e histórias bem interessantes, e o personagem escolhido foi Bloodshot, um soldado do exército que foi usado contra sua vontade em um experimento do governo para criar a máquina de matar perfeita. Com nanocomputadores em seu corpo que permitem controlá-lo por meio de implantações de memórias falsas, e que lhe garantem habilidades de regeneração e reflexos e movimentos melhorados, em uma de suas missões ele descobre que está sendo usado e parte em uma vingança para destruir seus criadores.

E a premissa do personagem no quadrinho é bem semelhante ao que é mostrado no filme, respeitando a origem e a história original, mas a história e o roteiro preguiçoso do filme é que deixa a história maçante e enfadonha, com um protagonista que é zero carisma e talento, e um diretor estreante que não demonstra nenhuma originalidade ou ousadia, Bloodshot recai no lugar comum dos inúmeros filmes de ação genéricos já produzidos, desagradando não só os fãs do personagem original, mas também a critica e o publico que foi aos cinemas.

Nem mesmo o visual futurista e os efeitos razoáveis conseguem fazer o filme agradar

BLOODSHOT – Ação Genérica Carregada De Clichês

Bloodshot tem em seu roteiro um enredo que prima pela ação enérgica, CGI com efeitos que lembram cut scenes (cenas curtas) de um game de ação estilo Modern Warfare e Black Opps da franquia Call Of Duty e isso não é acidental pois o diretor estreante Dave Wilson fez carreira produzindo e renderizando jogos de ação, e levou muita coisa do que aprendeu para o filme. Mas nem toda tecnologia empregada foi suficiente para deixar o filme com alguma esperança de inovação ou identidade própria, o roteiro abusa exaustivamente dos clichês, e das frases de efeitos, e não são apenas referências visuais, toda a atmosfera, sonoridade e saturação de cores entrega exatamente o mesmo resultado de filmes anteriores do gênero. Piadas ruins, personagens caricatos e carregados de marasmo visual completam a carga de conjunto de erros e generalidades que cansam, principalmente se você assistiu ao trailer antes do filme, pois o trailer já entrega em pouco mais de dois minutos todo o enredo mostrado nos mais de 100 minutos do corte final.

Vin Diesel prova que é incapaz de imprimir qualquer particularidade ou “identidade” em seus personagens

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Se você é fãs de filmes de ação provavelmente já viu Vin Diesel atuando em uma meia dúzia deles. O ator faz o tipo carrancudo e fortão que distribui sopapos sem muitos argumentos, e com certeza já se consagrou como um personagem do gênero nesses filmes. Em Bloodshot ele continua sendo o mesmo, e invariavelmente repete uma persona que não difere de papéis anteriores, é quase impossível dissociar sua postura e trejeitos, do que já foi mostrado em Velozes e Furiosos, Triplo X e Riddick. Para piorar o ator interpreta mal, tem uma dicção problemática, e é dono de um semblante duro e pouco versátil para situações de drama ou comédia. E não seria exagero dizer que Diesel é um dos piores atores de sua geração, e se a intenção da Sony era colocar a Valiant Comics como uma nova Marvel nos cinemas, talvez devessem ter escolhido alguém com mais carisma e expressividade.

No fim Bloodshot é a estreia de um universo cinematográfico da Valiant Comics para o famigerado mercado de filmes de super-heróis, mas certamente a escolha da produção e do elenco não foi bem acertada e pode frustrar futuros projetos da editora em parceria com os estúdios, e talvez a editora e seus personagem mereçam um melhor atenção, com uma direção e um elenco de peso para que possa ser devidamente reconhecida e representada no cinema.

 

 

Por Ricardo França

 

 

 


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