O Diabo de Cada Dia – Olhe Mais de Perto e Com Atenção
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O Diabo de Cada Dia – Olhe Mais de Perto e Com Atenção

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O Diabo de Cada Dia – Olhe Mais de Perto e Com Atenção

O diretor Antonio Campos (Christine – 2016) desvenda uma história de sofrimento, perda e vingança em o Diabo de Cada Dia. Baseado no romance de 2011 escrito por Donald Ray Pollock, que também estrela como o narrador do filme, a versão cinematográfica apresenta um elenco com os atores que mais tem se destacado atualmente, incluindo Tom Holland, Robert Pattinson, Eliza Scanlen e Bill Skarsgård.

Alternando entre pequenas cidades em West Virginia e Ohio, o filme se passa em três períodos de tempo diferentes: as décadas de 1940, 50 e 60. Tudo começa em 1945 com Willard Russell (Skarsgård), um veterano da segunda guerra mundial que acaba de voltar para casa. Ao mesmo tempo que Willard conhece a garçonete Charlotte (Haley Bennett), outra história paralela se desenrola entre a colega de trabalho de Charlotte, Sandy (Riley Keough) e o colega cliente Carl Henderson (Jason Clarke). Os personagens de Clarke e Keough têm uma história de amor que se transforma em uma tumultuada matança em série.

Entre histórias macabras, assassinatos, fanatismos e ideologias religiosas, é preciso estar atento ou do contrário o espectador pode se perder nas constantes idas e vindas na cronologia da história.

O filme aposta e um ambiente sombrio, cores lavadas que levam o espectador a sensação de angústia e apreensão

O Diabo de Cada Dia – Olhe Mais de Perto e Com Atenção

Em 1957, o jovem Arvin (Michael Banks), filho de Willard e Charlotte, lida com um pai emocionalmente abusivo, a morte repentina de sua mãe por câncer, seu pai sacrificando brutalmente seu cachorro como uma troca sádica com Deus e, finalmente, o suicídio de seu pai. O enredo de 1965 apresenta Arvin (agora interpretado por Holland) e a também órfã Lenora (Scanlen) vivendo em Coal Creek com membros da família Russell. Este período é onde finalmente conhecemos o personagem de Pattinson, o Pregador Teagardin só pode ser descrito como um santo, enigmático, persuasivo e envolvente. Lenora vê o Pregador Teagardin como um confidente de sua fé. No entanto, como todo líder carismático e dominador Teagardin abusa de sua posição de poder para coagir Lenora a fazer atos estranhos.

Enquanto o filme foi amplamente anunciado para apresentar Robert Pattinson como o astro principal, mas o destaque aqui é Tom Holland. Para os fãs da Marvel que podem sintonizar para ver as performances de Holland (Homem Aranha) ou Sebatian Stan (Soldado Invernal) é bom estar preparado para um filme diferente de qualquer enredo da Marvel já criado. Para o amigão da vizinhança, esse papel é bem diferente de sua performance que agrada ao público como Peter Parker. E essa é a maior surpresa, ver o desempenho de Holland em um papel dramático e tenso, e posso adiantar que o resultado foi bem satisfatório.

Edward tá diferente: Robert Pattinson no papel de um líder religioso que manipula e abusa de sua posição entre os fiéis

O Diabo de Cada Dia – Olhe Mais de Perto e Com Atenção

Embora esta não seja a primeira vez que a Netflix lança um filme digno de um Oscar (História de Um Casamento / O Irlandês), este filme definitivamente tem a marca de um candidato ao Oscar. Se alguma indicação ao Oscar vier disso, espero ver Melhor Ator: Tom Holland e Melhor Atriz Coadjuvante: Eliza Scanlen  no topo da lista.

O Diabo de Cada Dia é um filme lento, cadenciado, que pode desanimar os mais ávidos por soluções e enredos fáceis. É um filme forte, denso, repleto de camadas psicológicas, e por ser ambientado em um período onde não havia muita tecnologia e o ritmo de vida era bem mais lento, o diretor se dedica em mostrar o cotidiano de uma cidade, e uma sociedade que não dispunha de internet ou comunicação avançada e isso pode frustrar os mais jovens que não vão se identificar com o ambiente bucólico e arrastado do filme. Mas é um trabalho virtuoso, bem elaborado que se esforça muito e que às vezes se perde em busca de uma originalidade, pois bebe de fontes bem visitadas do cinema cult de suspense.

É mais um bom filme para o já consagrado catálogo da Netflix. E que apesar de abordar temas controversos e pertinentes na sociedade o recorte temporal pode ser facilmente transportado para os dias atuais, uma vez que essas discussões continuam recorrentes nos dias de hoje.

 

Por Ricardo França

 

 


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